Bandidania – tô fora!
Julho 16, 2008
Espero ver uma revolução na prática, uma revolução que contemple toda a nossa população, assim como muitos indivíduos que lutam e batalham pela cultura Hip Hop. Não falo de ações orquestradas por marionetes que tentam de todas as formas se infiltrar e promover a desordem entre os nossos através de intrigas, atos duvidosos e participações questionáveis. Falo do Hip Hop assumir cada vez mais sua responsabilidade social, e pela compreensão das inúmeras diferenças em nosso meio.
Até quando aceitaremos a infiltração de indivíduos já identificados que não são oriundos da nossa cultura, não sabem nada sobre a nossa cultura, não querem a evolução da nossa cultura e almejam apenas a manipulação, coisas típicas de marionetes de bandidos e opressores em geral? Ao contrário, sempre serão bem-vindos os que chegam para contribuir positivamente, para somar e para ajudar a fazer o bolo crescer.
O Hip Hop do Rio de Janeiro não é reconhecido pela covardia, e sim pela resistência. Já resistiu e resiste a várias modas, perseguições, ataques e preconceitos. Mesmo assim prossegue forte. É muito bom ver um encontro como o da Rede Brasileira de Hip Hop, realizado nos dias 9 e 10 de maio e/ou outras iniciativas acontecendo aqui no Rio. Penso que todos os encontros e iniciativas que visam um avanço, um esboço de unidade, são bem-vindos. Cabe somente aos adeptos da nossa cultura participarem ou não, e todos devem ter sua liberdade de escolha respeitada. Em decorrência de afazeres profissionais não pude acompanhar parte dessa iniciativa. Mesmo assim desejo sorte aos participantes.
Novamente lembro que devemos ter cuidado com as marionetes, cuja principal característica é a covardia. Digo que não são pessoas (homens e, em alguns casos, mulheres) honradas, pois tentam esconder sua incapacidade através de ataques infantis, e isso em nada fortalece o Hip Hop, seja aqui ou em qualquer outro lugar. Penso: o que estes lucram? Quais são seus reais objetivos? Não fui eleito representante da nossa cultura, muito menos sou professor de alguma coisa, apenas minha história de vida se confunde com a história do Hip Hop nesse Estado. Sempre procurei e procuro abrir as portas, jamais fechá-las. Acredito que podem existir inúmeras diferenças, porém um só fator de coesão – o Hip Hop. Sei que a vanguarda também pensa dessa forma e creio piamente na capacidade de muitos iguais de diferentes vertentes em fazer e acontecer.
Mas, para isso, não precisamos sofrer imposições de marionetes que não passam de alcoviteiras modernas, que só fazem fofoca e não mostram nada de produtivo. Elas aparecem sei lá de onde, querendo impor suas idéias tortas no grito, tentando assim intimidar os mais novos ou menos esclarecidos. Somente criticam, são incapazes de fazer algo de fato, seja realizar um seminário, seja gerir um site, seja produzir um grupo, fazer um evento, um projeto. Enfim, são o fiel retrato da incapacidade. Onde estão as realizações desses indivíduos? Eles se opõem a quem faz, e, na minha opinião (e repito: esta é minha opinião), estes indivíduos na verdade jogam contra o Hip Hop do Rio de Janeiro e também contra o Hip Hop brasileiro.
Mesmo sendo um indivíduo democrático, confesso que ser alvo de injustiças não é comigo. Podem não gostar de mim, da minha ideologia; agora negar os esforços é prova de ignorância, do mal-caratismo. Estas são características de quem vem para separar, não para ajudar a crescer.
Quando escrevo os meus artigos, exponho as minhas opiniões, os meus pensamentos e por sorte ambos encontram eco por todo o Brasil. Não preciso atacar ninguém para progredir. Isso se dá pelo meu trabalho. E o meu trabalho é a resposta. Não pretendo despejar nesse artigo os meus feitos. Sou o que sou e não me rendo aos opressores, oficiais ou não. Quando digo que os acionistas do caos são Desgraçados, assino embaixo. E o mesmo vale quando o tema for bandidania ou qualquer outro que julgue pertinente. Afinal, chega de vivermos num reino de faz-de-conta, regido por discursos dos coitadinhos oprimidos, na verdade capitães-do-mato modernos que lucram muito com a dor, o medo e o envenenamento dos seus iguais. Estes, junto com os capitães-do-mato oficiais são os principais problemas para a população carioca.
Tenho orgulho de saber que nos dias de hoje muitos iguais seguem “representando” não só artisticamente, mas socialmente falando. Estes metem a cara, fazem ou participam de projetos e seguem mudando a realidade na prática. E as marionetes, o que fazem? Acredito que o Hip Hop do Rio de Janeiro não precisa desses exemplos para sobreviver. Afinal, enquanto muitos seguem na lambeção de saco para ter conceito, para ascender e difundir seus ideais de bandidania, estamos aí, firmes, íntegros e fortes.
Atualmente desenvolvo trabalhos na ONG Viva Rio, ou, como os recalcados que são incapazes de fazer algo produtivo falam, “Viva Rico”. Atacar a instituição é direito de cada um, porém não posso obrigar ignorantes a entender as coisas. Querem saber sobre as diferentes áreas de trabalho do Viva Rio (Educação, Meio Ambiente, Segurança Pública e Direitos Humanos, Esportes, Desenvolvimento Comunitário)? Acessem o site www.vivario.org.br ou façam uma visita. Em ambos os casos, o cidadão terá acesso a todas as iniciativas.
E, diferente de muitos partidos políticos, ONIs (ou Organizações Não Idôneas) e movimentos de caráter duvidoso, também se encontrarão disponibilizadas as prestações de contas, informação que considero vital para o cidadão íntegro. Talvez esta seja mais uma diferença entre quem faz e os parasitas, digo, marionetes. Aliás, essa é a diferença! Mesmo assim o questionamento institucional é livre, todos têm direito, mas para indivíduos “conscientes” do Hip Hop toda ação deve ter embasamento concreto.
Os que almejam atacar os trabalhos desenvolvidos com o Hip Hop no Viva Rio devem se lembrar que sou o responsável por grande parte, então automaticamente estão me atacando. Peço que não percam tempo com isso. Apenas mostrem resultados iguais ou superiores aos apresentados, se forem capazes. Mostrando alguma coisa, todos teremos a certeza de que movimentações paralelas estão acontecendo e considero isso o mais próximo de uma unidade.
O meu nome é Def Yuri, não conhecem? Se pretendem mudanças e avanços comecem pelo re-conhecimento da história da sua cultura e de seus participantes nesses 20 anos de existência. Não se deixem levar por marionetes que pulam de movimento social para movimento social com o único intuito de se locupletar e de manipular. Esses também formam o perfil do “Desgraçado” padrão. Diferente dos que finaciam o Estado de caos, estes têm participação nos lucros que são conquistados com o envenenamento do nosso povo e com o derramamento do nosso sangue. Eles pretendem e dependem da perpetuação desse Estado de caos.
Aos que honram nossa correria e lutam em prol de nossa cultura, mantenham-se firmes como homens e mulheres de fibra, tenham orgulho de ser do Hip Hop. E, para a bandidania, digam: ”tô fora!”
“Se é pra falar de mim, deixa que eu mesmo falo…”
Música: Minha Vida, Paulo Nápoli
Para críticas, sugestões,mágoas e ressentimentos:
Autor: Def Yuri – Publicado no www.vivafavela.com.br | 12/05/2003 | Seção: Def Yuri